terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Não sei se ando tão presa em mim ou se o problema é essa cidade com complexo de inferioridade que faz a gente se acumular dentro de si mesmo. Aqui no meio de tanto barulho, estou tentando colocar pra fora algo que ferve e tem me queimado todos os dias em que espero por uma autorização para usar espaço publico com o meu complexo sentimentalista que, quanto menos se espera, surge. Queria ouvir o barulho do mar. Mas só ele. O barulho ou o silencio, tanto faz. Dispenso tua voz e teus assuntos velhos que já ouvi milhões de vezes e que lembram que eu não tenho com o que substituir dentro do meu mundinho sem espaço para formalidades. Para quem implorou tranquilidade durante o brinde de ano novo, estou cheia de vontades imediatistas, sedenta por novidades e por equilíbrio. Esse tédio está me matando, logo na primeira vez que alguém resolve ouvir o que eu digo com o coração.
domingo, 9 de outubro de 2011
De início achei que fossem as asinhas que estavam guardadas, mas não sei onde teria lugar pra asas tão coloridas e chamativas que te apagam, ou apagam o que vejo de ti. Ou o que eu via em ti, já que agora parece não existir. Não entendo os motivos, o que te levou a adotar esse novo estilo. Nunca te vi nesses trajes, ou não queria ver. Esse nariz de palhaço até ficou bem em ti. Combina com a cor da tua nova camiseta estranha, que te deixa com a cara que combina com o nariz de palhaço. Como não vi tudo isso antes? Confusão mental que tuas novas caracteristicas me causam, na verdade vergonha alheia e decepção só se curam com vergonha alheia e decepções novas e eu sei disso.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
that's not my name
Enquanto a bola de neve vai rodando montanha a baixo juntando tudo que tem pela frente, me parece besteira se importar com o que ela vem trazendo antes de se chocar contra mim. Quero mesmo é saber o que vai ser quando chegar lá em baixo. Empurro a bola com toda a força, imagino o caminho que gostaria que ela realizasse e desço correndo dando tapinhas de leve para que ela não se perca do meu objetivo e espero que ela complete boa parte dele sem o meu esforço. Gosto de resultados rápidos, porque tenho medo de não alcançar o objetivo por incapacidade. Ninguém sabe como a bola vai chegar lá em baixo, eu vou correndo ao lado tentando facilitar as coisas para a bola e para mim. O exercício me faz parece incapaz comparado ao das outras pessoas que vem empurrando as suas bolinhas de neve perfeitamente em linha reta morro acima, dando a vida para isso. E eu aqui, correndo com a minha bola enorme toda torta, formada por galhos e restos de outras bolas, com grandes chances que tropeçar e cair dentro da minha coisa que rola já sem formato específico. Chego ao pé da montanha e recebo o que construí pelo caminho: um monte de neve. Não me vejo nessa personalidade que seria capaz de construir uma bola de neve vazia, pelo menos alguns amigos no caminho eu teria feito, ou não? Juntar toda a insignificancia da bola de neve cheia de nada pra começar a bola que subirá a montanha e chegará ao objetivo de verdade. Aquele que a bola vazia me fez correr pro lado contrario, confundindo o real objetivo, os valores e o lugar de começar.
domingo, 24 de julho de 2011
Música pra tudo e pra todos. Aquelas músicas com nome, sobrenome e cheiro. Músicas que, dependendo do horário, me teletransportam pra uma lembrança quase escondida e apagada e me fazem reviver cada calor do momento. Dias alegres me levam a dançar qualquer ruido, sons que, em outros momentos, me fariam enfiar a cabeça no travesseiro até me sentir dentro dele. Dias em que a música do progama de domingo a tarde dá a sensação de que algo mais virá nesse dia tedioso, lembrando algum domingo que algo o preenchia e deixava a música do progama de fundo, insignificante. Noites que a música de ninar tem que ser algo similar a Pantera, e outras que só as propagandas do intervalo comercial das rádios é o suficiente para embalar os pensamentos que correm loucamente (ou lentamente, torturando). Horas que nenhuma serve, fazendo com que eu passe uma por uma das milhares e milhares de músicas e pense -onde estão as músicas boas dessa porcaria de computador? As que fazem parte do dia e da noite. Quem sabe eu podia parar de trazer as letras e melodias pra vida tão real. Eu enxergo as melodias caminhando em forma de pessoas pelas ruas arrastando as letras atrás de si, algumas tão familiares que trazem a letra enrolada na sua forma humana, escritas pelos braços, pernas e testas. Quem sabe deixar as músicas só sendo simpáticas aos ouvidos e boas para dançar, não? Não, eu pelo menos não consigo.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
pessoal demais
Desde metade do ano passado um terremoto 9,7 na escala richter se aproximou da minha vida tão patética e sem função e deu uma mudadinha no meu modo de ver as coisas. Eu tinha que decidir tudo rápido, principalmente as 180 questões do enem -traumatizei. Em questão de segundos o foco já era outro e eu já tinha mais alguma coisa pra escolher. De repente tudo parace conspirar pra um "depois eu decido". Mais adiante, no inicio do ano, o terremoto foi se materializando em forma de 20 e poucas crianças e quando eu menos esperava o terremoto virou uma ondinha que bate um pouco acima da minha cintura e que adora correr e bater papo quando eu tento explicar alguma coisa. Sei que logo a ondinha de desfaz (apesar de manter uma mais leve que bate mais proximo do meu joelho e que adora xuxa) e dai eu vou sair que nem uma mosca tonta, pra um lado que eu não imagina (ou imaginava e tratava como "fora de cogitação") e reorganizar tudo aquilo que eu tinha preparado pra enfrentar o terremoto na cega e que deu certo afinal. É tipo the final countdown(♪) pra coisa que eu tinha mais medo há 4 anos! Não tô acreditando muito. Parece que foi ontem que eu ganhei aquele desenho da vaquinha que o Atilio fez durante a aula, entediado, e que eu não podia guardar porque tinha pintado a unha no último periodo de aula. A gente achava muita graça quando diziam que existia vida pós estágio e chegamos ao ponto de duvidar disso.Ainda não posso afirmar com certeza, mas tudo indica que realmente há vida pós estágio. A forma não se sabe, mas isso é bem detalhe.(todos comemora) \o/
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Desperdicio
Com tanta coisa pra pensar e planejar e organizar eu ainda consigo achar tempo pra me perder. Me perco tentando colocar no foco principal coisas que nem em segundo plano me pertencem. O tempo todo. Como se não tivesse foco o bastante com que me preocupar. A culpa é minha, ou do meu subconsciente com tanta vida propria quanto uma mosca. O que preciso é um novo foco, mais distração que consiga superar o orgulho que tá correndo pelo meu corpo invadindo coração, cerebro, pés. Me impedindo de viver mais, me divertir mais, de ignorar algumas formas de vida humana. Orgulho que se confunde com interesse, com desejo, com vontade e depois com repulsa e amor próprio. É só o mesmo orgulho, atingindo outras partes do meu corpo.
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