domingo, 3 de fevereiro de 2013

(Vai ser um) Feliz Ano Novo

Positivismo! O pessoal reggae power adora. Mas tem horas que fica bem difícil e olha que eu sou uma pessoa que don't give a fuck é quase bordão. Manter o sorriso, levar na esportiva, take it easy. Bem fácil quando o barquinho vai indo no ritmo esperado tudo sob controle. O problema é quando tu resolve assumir um caminho diferente, todas as consequências que vem junto e atingem em cheio o barquinho praticamente estraçalhando e transformando a total segurança em um pedaço de madeira que mal dá pra se manter firme. Esta é a parte bacana, momento de tomar posse do que foi escolhido e de saber se valeu a pena ou se a nova construção vai te levar pelo caminho de sempre, surgindo o resultado de sempre. Mas a vida level hard, o difícil mesmo de manter a bandeirinha da alegria de pé é quando a escolha do medo e da insegurança não é feita por ti, por mim. São atiradas na gente pelo Destino. Coisa triste ter que começar o ano com uma martelada na cabeça. É o mundo dizendo "sentem ai humanos de merda, vejam o que você são" e a gente com cara de babaca sem argumento só assiste o que a gente é capaz de fazer e aguentar. Dizem por ai que quando se quebra um prato se libera energia ruim e essa me parece uma boa explicação pra esse ano. Sim, ótima explicação, inclusive com ela dá pra erguer a bandeirinha da vontade de viver bem do ladinho da da alegria. Bombas. Uma atrás da outra. Até notícia boa foi tensa nesse pequeno pedaço de ano novo. Tudo isso segundo a teoria de que pratos (vidros em geral) quando se quebram levam junto o azar do desastrado, parece bem razoável e nos permite até esperar um ano brilhante. Olha só, um jeito bem positivista de salvar o ano. Até porque se não for assim, é capaz de passar despercebido tudo que está dando certo e as voltas que a vida dá.

Pic: Across the Universe

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Eu vivo dizendo que as pessoas precisam estar sempre abertas à novas ideias blabla abrir o leque de preferencias e aceitar toda forma de expressão artística blabla em especial sobre música blabla mas de repente sinto uma falta de rock.
Logo quem sente falta de rock. Aquela que tem no playlist Katy Perry, Lady Gaga, Mika e bá, claro que sente falta de rock. O que faz falta é o espirito rock. Porque as pessoas só entram em transe com a música nos shows cover de Doors, quer dizer, cade o espirito rock que toma o controle do corpo com qualquer que seja o rock que esteja tocando, afinal é rock. E não precisa ouvir só rock'n'roll pra que isso aconteça. Gostava de ir a lugares onde o pessoal se unia pelo mesmo gosto musical, se não totalmente em comum, boa parte e o que não era tão comum assim não importava. O clima era rock, era bom. É gente de all star e camiseta, como se fosse (e era.) uma festa entre amigos em uma casa familiar a todos. É a simplicidade complexa do rock que as pessoas nunca entenderam e que tem sumido. Vamos lá gente, por pra fora esse rock'n'roll todo, ver a vida mais simples, em escalas de cinza no meio de todo esse colorido falso que tem por ai, mais alegria de se reunir onde quer que seja ouvindo música. Ouvindo Rock, seja qual for.



domingo, 27 de maio de 2012

Não sei exatamente qual a minha filosofia, mas penso que não posso estar tão verde e com antenas assim. Não dá pra acreditar no que as pessoas são capazes de se apegar e chamar de vital. Ok que eu sou a pessoa mais atrasada do mundo. Talvez a mais verde com antenas, mas bom senso me parece continuar sendo o mesmo. O mundo parece estar desesperado por um amor que não existe. Não são eles que não valem nada. São as pessoas procurando coisas erradas em lugares errados e se apegando como se isso fosse o que realmente quisessem. Ou é, talvez. Mas, por favor, não me peçam pra fazer parte disso. To sem lentes vermelhas-para-ver-a-vida e, não obrigado, não quero usá-las. Muito provavelmente minhas antenas estão atrapalhando a minha visão para algo que todo mundo parece ver e eu não encontro sentido. Enquanto isso o pessoal frustrado vai continuar vivendo e escondendo as antenas verdes que tem na cabeça.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Não sei se ando tão presa em mim ou se o problema é essa cidade com complexo de inferioridade que faz a gente se acumular dentro de si mesmo. Aqui no meio de tanto barulho, estou tentando colocar pra fora algo que ferve e tem me queimado todos os dias em que espero por uma autorização para usar espaço publico com o meu complexo sentimentalista que, quanto menos se espera, surge. Queria ouvir o barulho do mar. Mas só ele. O barulho ou o silencio, tanto faz. Dispenso tua voz e teus assuntos velhos que já ouvi milhões de vezes e que lembram que eu não tenho com o que substituir dentro do meu mundinho sem espaço para formalidades. Para quem implorou tranquilidade durante o brinde de ano novo, estou cheia de vontades imediatistas, sedenta por novidades e por equilíbrio. Esse tédio está me matando, logo na primeira vez que alguém resolve ouvir o que eu digo com o coração.

domingo, 9 de outubro de 2011

De início achei que fossem as asinhas que estavam guardadas, mas não sei onde teria lugar pra asas tão coloridas e chamativas que te apagam, ou apagam o que vejo de ti. Ou o que eu via em ti, já que agora parece não existir. Não entendo os motivos, o que te levou a adotar esse novo estilo. Nunca te vi nesses trajes, ou não queria ver. Esse nariz de palhaço até ficou bem em ti. Combina com a cor da tua nova camiseta estranha, que te deixa com a cara que combina com o nariz de palhaço. Como não vi tudo isso antes? Confusão mental que tuas novas caracteristicas me causam, na verdade vergonha alheia e decepção só se curam com vergonha alheia e decepções novas e eu sei disso.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

that's not my name

Enquanto a bola de neve vai rodando montanha a baixo juntando tudo que tem pela frente, me parece besteira se importar com o que ela vem trazendo antes de se chocar contra mim. Quero mesmo é saber o que vai ser quando chegar lá em baixo. Empurro a bola com toda a força, imagino o caminho que gostaria que ela realizasse e desço correndo dando tapinhas de leve para que ela não se perca do meu objetivo e espero que ela complete boa parte dele sem o meu esforço. Gosto de resultados rápidos, porque tenho medo de não alcançar o objetivo por incapacidade. Ninguém sabe como a bola vai chegar lá em baixo, eu vou correndo ao lado tentando facilitar as coisas para a bola e para mim. O exercício me faz parece incapaz comparado ao das outras pessoas que vem empurrando as suas bolinhas de neve perfeitamente em linha reta morro acima, dando a vida para isso. E eu aqui, correndo com a minha bola enorme toda torta, formada por galhos e restos de outras bolas, com grandes chances que tropeçar e cair dentro da minha coisa que rola já sem formato específico. Chego ao pé da montanha e recebo o que construí pelo caminho: um monte de neve. Não me vejo nessa personalidade que seria capaz de construir uma bola de neve vazia, pelo menos alguns amigos no caminho eu teria feito, ou não? Juntar toda a insignificancia da bola de neve cheia de nada pra começar a bola que subirá a montanha e chegará ao objetivo de verdade. Aquele que a bola vazia me fez correr pro lado contrario, confundindo o real objetivo, os valores e o lugar de começar.

domingo, 24 de julho de 2011

Música pra tudo e pra todos. Aquelas músicas com nome, sobrenome e cheiro. Músicas que, dependendo do horário, me teletransportam pra uma lembrança quase escondida e apagada e me fazem reviver cada calor do momento. Dias alegres me levam a dançar qualquer ruido, sons que, em outros momentos, me fariam enfiar a cabeça no travesseiro até me sentir dentro dele. Dias em que a música do progama de domingo a tarde dá a sensação de que algo mais virá nesse dia tedioso, lembrando algum domingo que algo o preenchia e deixava a música do progama de fundo, insignificante. Noites que a música de ninar tem que ser algo similar a Pantera, e outras que só as propagandas do intervalo comercial das rádios é o suficiente para embalar os pensamentos que correm loucamente (ou lentamente, torturando). Horas que nenhuma serve, fazendo com que eu passe uma por uma das milhares e milhares de músicas e pense -onde estão as músicas boas dessa porcaria de computador? As que fazem parte do dia e da noite. Quem sabe eu podia parar de trazer as letras e melodias pra vida tão real. Eu enxergo as melodias caminhando em forma de pessoas pelas ruas arrastando as letras atrás de si, algumas tão familiares que trazem a letra enrolada na sua forma humana, escritas pelos braços, pernas e testas. Quem sabe deixar as músicas só sendo simpáticas aos ouvidos e boas para dançar, não? Não, eu pelo menos não consigo.